Keppel
FELS Brasil Batiza a Plataforma P-51
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Angra dos
Reis, RJ - A Keppel FELS Brasil batizou,
no dia 7 de Outubro de 2008, a P-51, a primeira
plataforma semi-submersível totalmente construída
no Brasil, contratada ao consórcio FSTP
(Keppel FELS e Technip) pela Petrobras Netherlands
BV (PNBV).
A cerimônia, que teve como madrinha da plataforma
a primeira dama Marisa Letícia, reuniu o
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o
governador Sérgio Cabral, Ministros de Estado,
o Presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli
e diretores da Petrobras.
O evento realizado no estaleiro BrasFELS,
foi acompanhado por mais de cinco mil colaboradores,
junto com o Presidente do Conselho e CEO
da Keppel Offshore & Marine, Choo Chiau
Beng e do Presidente & CEO da Keppel FELS
Brasil, Tommy Sam e diretores da empresa.
O Chairman da Keppel O&M, C.B. Choo, lembrou
que a empresa tem grandes investimentos
de longo prazo no Brasil.
- Estamos comprometidos em apoiar o Brasil
em suas metas de conteúdo nacional e seu
objetivo como exportador de petróleo. Sentimo-nos
privilegiados em fazer parte da aspiração
do Governo Brasileiro e da Petrobras em
ter a plataforma P-51 quase inteiramente
construída no Brasil utilizando trabalhadores
brasileiros. - afirmou.
A P-51 é uma Unidade Flutuante de Produção
(FPU) com altura equivalente a um prédio
de 34 andares e largura de 10 piscinas Olímpicas.
A plataforma será ancorada à uma profundidade
de 1,795 metros no campo de Marlim Sul,
na Bacia de Campos no Brasil e terá capacidade
para produzir 180.000 barris de petróleo
por dia com peso API médio de 28 e 9.3 milhões
de m³/dia de gás.
Histórico - A assinatura do contrato
de construção da P-51 foi realizada pela
então governadora do Estado do Rio de Janeiro,
Rosinha Garotinho, no dia 16 de junho de
2004 em Brasília, junto com o presidente
da República Luiz Inácio Lula da Silva.
A obra comandada pelo consórcio Keppel-Technip,
liderado pela Keppel FELS, proporcionou
um salto tecnológico em um importante segmento
da engenharia naval brasileira, que poderá
permitir ao País realizar, no futuro, outros
empreendimentos deste tipo com vistas ao
mercado internacional, já que poucos países
possuem tal experiência neste tipo de construção.
A construção da P-51 possibilitou a reativação
da NUCLEP e a geração de milhares de empregos.
O projeto recebeu também cumprimentos da
Petrobras pela excelência em gerenciamento
e execução através do Prêmio PRODEP por
dois anos consecutivos em 2006 e 2007.
Foram mais de 10 mil toneladas de aço para
a construção de quatro pontoons (estruturas
de sustentação flutuante ao nível do espelho
d'água), quatro colunas e uma superestrutura
pesando 14 mil toneladas.
Outro avanço tecnológico foi a junção dos
"C" da P-51, uma operação inédita realizada
em novembro de 2006. O casco da plataforma
foi formado pela junção de duas estruturas
em forma de "C". A junção destas duas estruturas
foi um fato inédito na história da indústria
naval e offshore brasileira e é uma demonstração
da capacidade técnica dos estaleiros fluminenses.
O lançamento ao mar das duas estruturas
em forma de "C" que compõe o casco foi considerado
também um ineditismo, já que o comum é que
os "C" flutuem a partir de uma operação
chamada dry-dock. Ao contrário disso, elas
foram empurradas pela carreira como acontece
num lançamento de navio. A ligação dos dois
"C" gigantescos formou um anel flutuante.
Após a união deste anel flutuante foi instalado
os quatro blocos de coluna, cada um pesando
aproximadamente 1.500 toneladas.
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Flare
instalado antes do mating - Em março
de 2008 o deckbox da P-51 teve seu flare
instalado mesmo antes da realização
do deck-mating. A operação
aconteceu no dia 16 de março, durou
menos de três horas e pode ser considerada
um marco na construção da
plataforma semi-submersível. A colocação
do flare ainda no deckbox da P-51 foi um
enorme avanço. Até hoje este
tipo de operação não
havia sido realizada no Brasil. Para que
tudo corresse bem, um estudo foi feito pela
engenharia da Technip, que integra o consórcio
FSTP, junto com a Keppel FELS Brasil. Durante
o estudo foi possível observar, através
de cálculos de esforço, reforço
estrutural a possibilidade de montagem do
flare ainda neste estágio da obra.
Um dos riscos envolvidos na manobra seria
o adernamento do deckbox que está
localizado sobre a balsa FS1. Como o flare
fica com a sua maior parte para fora da
estrutura, poderia acontecer um deslocamento
centro de gravidade para bombordo. Uma das
vantagens envolvidas é que o flare
não precisa ser colocado a uma altura
de 40 metros depois da união do deckbox
com o casco.
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Mating
realizado com sucesso- Já em abril de
2008, o processo de junção da P-51, conhecido
como deck mating foi realizado com sucesso.
A operação para unir o casco ao topside
(parte superior) da unidade aconteceu em
apenas um dia. O casco inferior foi ancorado
e submerso a uma profundidade de 40 metros
no Canal de Jacuecanga. O convés superior
foi então posicionado entre as colunas por
meio de uma barcaça sobre a qual ele foi
construído, com um folga de apenas 1,5 metros
entre o convés e as colunas.
As seções do spider deck (convés inferior
da estrutura) foram rebocadas até sua posição
por chatas e conectadas ao deckbox através
de um processo de lastreamento do casco,
antes de ser retirado o lastro, permitindo
o levantamento das seções do spider deck
de suas respectivas barcaças.
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Com a entrega
da P-51, os projetos da Keppel O&M's para
a Petrobras terão contribuído com a produção
de mais de 1 milhão de barris de petróleo
por dia (bpd). Isto representa mais de 50%
da taxa atual de produção do Brasil de 1.8
milhões bpd.
A Keppel FELS Brasil é uma subsidiária
integral da Keppel Offshore & Marine.
Ela administra o estaleiro BrasFELS em Angra
dos Reis, que é o estaleiro mais
bem equipado da América Latina. Líder
mundial em plataformas offshore
e conversão e reparo de navios bem
como uma construtora naval especializada,
a Keppel O&M é uma subsidiária
integral da Keppel Corporation. Sua estratégia
'Perto do Mercado, Perto do Cliente' é
apoiada por uma rede mundial de 20 estaleiros
no Pacífico Asiático, Golfo
do México, Brasil, no Mar Cáspio,
Oriente Médio e no Mar do Norte.
Integrando a experiência e a especialização
de seus estaleiros em todo o mundo, o grupo
almeja ser o provedor de escolha e parceiro
nas soluções para a indústria
naval e offshore.
Com sede em Paris, a Technip Engenharia
S/A é uma subsidiária integral
da Technip S.A., classificada entre a cinco
maiores empresas no campo da engenharia
do gás e petroquímica, construção
e serviços.
A PNBV é uma subsidiária integral
da Petrobras SA, que é a companhia
estatal de petróleo do Brasil, envolvida
na exploração, produção,
refino, comércio e transporte de
petróleo e seus subprodutos no âmbito
doméstico e no exterior.
Além da P-51, o consórcio
Keppel/Technip está também
construindo a P-56, que em setembro deste
ano completou o primeiro bloco e atingiu
um milhão de homens-horas (HH) sem
acidente com afastamento. Um clone da P-51,
a P-56 é a terceira FPU
construída pela Keppel FELS Brasil
e ajudará a criar e manter empregos
em Angra dos Reis.
Dados da P51:
Dimensões Principais
Comprimento Total: 125 metros
Largura Total: 110 metros
Altura: 107 metros
Geral
Campo: Marlim Sul
Vida útil projetada: 25 anos
Capacidade de Produção de
Óleo: 180.000 bopd
Acomodações: 200 pessoas
Amarração: Mooring System
- 16 linhas de amarras
Deslocamento: 85.000 toneladas
Peso: 48.000 toneladas
Calado da Plataforma em Operação
Normal: 27,5 metros
Profundidade da Água na Localização:
1250 metros
Bandeira de registro: Ilhas Marshall
Capacidade de Compressão de Gás:
6.000.000 Nm3/d
Capacidade de Tratamento e Desidratação
de Gás: 3.000.000 Nm3/d TEG
Capacidade de Injeção de Água:
45.000 m3/d
Número de Risers: 85
Geração de Energia
Geradores Principais: 100 MW
Geradores Auxiliares: 1,2 MW
Geração de Emergência:
2,4 MW
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