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Keppel
FELS Brasil cresce 22% em 2002
Rio, 19/12
- Alavancado pelos contratos conquistados
no ano, a Keppel FELS Brasil fecha 2002
registrando um crescimento de 22% em relação
ao ano anterior. Isso, somado a um desempenho
elogiado pelos clientes, garante um nível
de competitividade e capacidade tecnológica
que colocam o grupo na liderança
do mercado naval e offshore. Segundo o presidente
da Keppel FELS Brasil, Tay Kim Hock, o ano
foi de sucesso. "Os pontos altos este
ano incluem o batimento de quilha de dois
navios rebocadores de apoio e manuseio de
âncora (AHTS), B-101 e B-102, para
a Delba Marítima em julho e em setembro"
diz ele. Entre os serviços que estão
em andamento nas unidades de Angra, Niterói
e Macaé, constam a fabricação
de quatro módulos para a P-43 e P-48
e dois módulos compressores para
a P-50 estão em franco progresso.
A P-48 entrou em dique seco em agosto para
a execução de todos os trabalhos
de modificação estrutural
sub-aquática e de restauração
e de jateamento e pintura do casco externo.
Para o
presidente, a Keppel FELS Brasil tem condições
tecnológicas para executar todos
os projetos por ser um empresa global. "Nós
podemos receber obras de construção
e conversão navais e offshore, além
de dar suporte para plataformas " diz.
Para tanto obras foram realizadas no subsidiário
do grupo, o estaleiro BrasFELS, antigo Verolme
em Angra dos Reis, que já recebeu
investimentos de US$ 10 milhões,
oriundos de recursos próprios, e
em outras instalações do grupo,
como o canteiro de Niterói e a unidade
em Macaé.
Avanço
tecnológico na P-33 - Com um avanço
físico real de 35% as obras da P-33
tocadas pelo site Macaé poderão
contar com inovações tecnológicas
buscadas pela engenharia da Keppel FELS
Brasil para otimizar custos e serviços.
Nas duas fases distintas das obras que serão
cumpridas em embarque, a fabricação
das interligações (Tie-ins)
de número 9 e 10, poderão
contar com um grande avanço tecnológico
que é o congelamento de linha através
de nitrogênio líquido. Hoje,
para que seja feito o serviço é
necessário todo um procedimento que
provoca uma parada de até quatro
dias na produção da plataforma.
Com esta nova forma de aplicação,
a parada seria de apenas um dia, minimizando
a estagnação da produção.
A Petrobras já está avaliando
a possibilidade de utilizar a tecnologia
indicada pela Keppel FELS Brasil. Já
em terra, no próprio canteiro de
Macaé, estão sendo feitas
as estruturas dos skids, enquanto se aguarda
a chegada dos equipamentos que serão
instalados. Um dos skids levará um
vaso ciclone e um trocador de calor. Já
o outro manterá dois filtros e dois
aquecedores. A novidade fica por conta de
uma bobina de tubo de aço inox ao
invés das de fios. A tecnologia é
da empresa Coelma. Outras obras que estão
sendo feitas em terra são as tubulações
para a segunda fase que já estão
sendo fabricadas para interligações
futuras. As obras da P-33 irão criar
uma relação de custo benefício
para a Petrobras já que o gás
para o qual a nova planta está sendo
montada, será reaproveitado como
combustível em caldeiras e fornalhas
da plataforma. Hoje, este mesmo gás
é queimado sem nenhum objetivo.
Atualmente,
a Keppel FELS Brasil executa obras num valor
total de cerca de US$ 200 milhões,
com a conversão do navio Stena Concórdia
num FPSO P-48, obras no FSO P-47, além
de módulos para plataformas e conta
com uma força de trabalho de 4 mil
profissionais da área naval. Nestes
trinta meses de instalação
no Brasil, a Keppel FELS Brasil recebeu
a certificação ISO 9002, do
Bureau Veritas, assinou um contrato com
o grupo multinacional Delba/Bourbon para
a construção de três
embarcações do tipo Anchor
Handling Tugs Supply Vessels (AHTS), cujo
o valor chega a US$ 90 milhões, e
tem contrato com o grupo americano Halliburton,
para a construção de quatro
manifolds (módulos) para os campos
de Barracuda e Caratinga. As obras estão
sendo efetuadas no canteiro offshore do
Keppel FELS Brasil, em Niterói, no
valor de US$ 14 milhões. A unidade
de Macaé, do mesmo grupo, trabalhou
no Projeto Queima Zero, para reaproveitamento
do gás natural das refinarias e das
plataformas de petróleo para geração
de energia elétrica, como também
para a produção de produtos
derivados de petróleo de sete plataformas
da Petrobras. Entre 2000 e 2001 o estaleiro
BrasFELS concluiu as obras para a construção
do navio Ocean Clipper, das plataformas
de petróleo Stena Tay, Sedco 135,
Sedco 710, Ocean Yorktown e o navio Seilean.
Top
em SMS - Valorizando sua política
de preocupação com a Qualidade
e o Meio Ambiente a Keppel FELS Brasil conquistou,
entre os meses de agosto e setembro, importantes
certificações para suas unidades.
Os sites de Angra dos Reis e de Niterói
foram certificados com a NBR ISO 9002 para
fabricação, construção,
montagem e reparo, conversão e comissionamento
para os mercados de óleo e gás
naval pela BVQI. Já o site de Macaé
recebeu a visita do auditor da BVQI e o
resultado de mais uma inspeção
foi a emissão de parecer favorável
à manutenção da Certificação.
Ainda em novembro, em Angra dos Reis, o
estaleiro BrasFELS recebeu (pela Segunda
vez, sendo esta um recorde) uma placa comemorativa
por 2,75 milhões de homens/horas
trabalhadas sem acidentes na conversão
da P-48 para o projeto Barracuda-Caratinga.
A placa foi entregue pela Halliburton KBR,
o mesmo grupo que nesta sexta-feira, 20,
irá entregar ao site de Niterói
mais um placa por 1 milhão de homens/horas
trabalhadas ao longo de 12 meses, sem acidentes
também no projeto Barracuda-Caratinga.
A unidade de Niterói fabrica módulos
para este projeto. Segundo o vice-presidente
da Keppel FELS Brasil, o engenheiro Alberto
Padilla, "a conquista seguida destas
performances, representa que os constantes
treinamentos e investimentos no setor de
Segurança, Meio Ambiente e Saúde,
começam a dar frutos".
"
O Keppel FELS Brasil tem sido elogiado por
clientes pelo seu trabalho com treinamento
para seguir as normas e evitar acidentes,
buscando a satisfação destes
clientes e a conseqüente qualidade,
afirmou Padilla.
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